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2.9.10

Como Evitar o Mal Súbito - Texto Informativo


O grande medo dos pais
Médicos procuram entender o porquê do mal súbito, uma síndrome que tira a vida de bebês

O bebê parece apenas dormir profundamente. Mas ao tentar despertá-lo, os pais percebem que ele não respira mais. A tragédia da perda de um recém-nascido aparentemente saudável fica sem explicação. Nem mesmo uma necropsia consegue revelar a causa do óbito. A síndrome da morte súbita do lactente, também conhecida como morte no berço, assusta pais e mães e continua um mistério para a medicina. Mas informações sobre os fatores de risco ajudam a prevenir o mal que, nos Estados Unidos, atinge 0,51 em mil nascidos vivos.

A posição da criança no berço é apontada por pediatras como a principal forma de prevenção. Embora ainda não se saiba o que acontece, já foi comprovado que dormir de bruços ou de lado favorece a morte no berço. As primeiras pesquisas começaram na década de 1960, quando pais de crianças que morreram subitamente fundaram uma associação nacional, nos Estados Unidos, e realizaram a primeira conferência nacional sobre o assunto. Seis anos depois, no segundo encontro, o óbito inexplicado dos recém-nascidos foi considerado uma patologia e, a partir de dados estatísticos, foram estabelecidos alguns fatores de risco: bebês com baixo peso ao nascer, do sexo masculino, nascidos em classes sociais mais baixas e de dois a quatro meses de idade eram as maiores vítimas do mal.

Apesar dos avanços da década de 1960, foi no início dos anos 1980 que, ao investigar a cena do óbito, os pesquisadores concluíram que as mortes aconteciam quando os bebês dormiam de bruços.

“Foram feitas campanhas sobre a posição correta e, em dez anos, a mortalidade caiu consideravelmente”, observa a cardiologista pediátrica Cristina Chaves Guerra. Segundo com o Instituto Americano da Síndrome da Morte Súbita do Lactente (American Sudden Infant Death Syndrome Institute, nome em inglês), em 1980, a incidência era de 1,53 casos em cada mil nascimentos. Em 2004, o índice havia sido reduzido em 75%. No Brasil, não existem dados nacionais consolidados sobre a incidência.

A desinformação sobre o assunto pode ser apontada como uma das causas da síndrome. De acordo com uma pesquisa realizada em Passo Fundo, das 2.285 lactentes participantes do estudo, 78% delas admitiram que colocavam a criança para dormir de lado, posição também associada à morte súbita infantil. Mas 88,5% nunca haviam deitado o bebê na posição mais perigosa, de bruços. A pesquisa indicou que menos da metade dos médicos fazem recomendações sobre o posicionamento no berço – das 13 mães que receberam a orientação, somente uma colocou o filho para dormir com a barriga para cima.

Além disso, aos três meses, segundo o estudo, os bebês já passam a dormir sozinhos e 77% vão para o berço com duas peças sobre o tórax. “Dos 1.280 lactentes que dormem em berços próprios, 96% são posicionados com os pés distantes da borda inferior do berço, em vez de ter os pés encostados na borda inferior do berço, conforme é recomendado para evitar o deslocamento sob as cobertas e a suscetibilidade à inalação de gases expirados, ou à exposição ao superaquecimento ou a acidentes”, diz o relatório da pesquisa.

Saiba mais:

O que é

A síndrome é a morte súbita de uma criança com menos de um ano, que continua sem explicação depois de ser investigada. Em uma típica situação, os pais acham que o bebê está dormindo e é encontrado morto.

Fatores de risco materno

• Ter menos de 20 anos na primeira gestação, intervalo pequeno entre as gestações, pré-natal tardio, anomalias na placenta, perda de peso durante a gravidez, abuso de álcool e outras substâncias químicas e histórico de infecção urinária ou doenças sexualmente transmissíveis.

Prevenção

• Fazer o pré-natal durante a gravidez para assegurar um bom estado nutricional. O baixo peso da mãe está associado ao risco do nascimento prematuro.

• Não fumar nem usar drogas. Tabaco, cocaína e heroína durante a gestação aumentam os riscos de síndrome.

• Na adolescência, evitar a gravidez. Quanto mais jovem a mãe, mais riscos para o bebê.

• Esperar ao menos um ano entre o nascimento e uma próxima gravidez.

• Os bebês devem ser deitados de costas, com a barriga para cima. Os que dormem de bruços ou de lado têm risco maior. Também prefira berços forrados com um colchão firme. Cobertas em excesso, travesseiros e brinquedos na cama devem ser evitados.

• Estudos mostram que os bebês ficam mais seguros quando o berço está no quarto dos pais. Mas evite colocá-lo na cama.

• O leite materno diminui a ocorrência de infecções respiratórias e gastrointestinais e pode diminuir os riscos de morte súbita.

• Avise o pediatra sobre qualquer alteração que ocorra com a respiração do bebê. Se ele se engasgar com frequência, também converse com o médico.

Fonte : Jornal A Notícia – Segunda-feira, 30 de agosto de 2010

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