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29.5.10

É Bom Saber...


Você já presenciou um espasmo do choro?...

O espasmo do choro (ou do soluço)
O espasmo do choro (ou do soluço) constitui um fenômeno ou crise paroxística não epilética, isto é, uma alteração súbita (por isso se designa de paroxística) do comportamento e cuja fisiopatologia não é explicada por alterações da atividade elétrica cerebral, mas por vários mecanismos distintos. Trata-se de uma situação benigna, transitória e que não necessita de medicação, mas que convém ser vigiada.
Os episódios de perda da consciência duram alguns minutos, sendo que a recuperação da consciência se manifesta com relativa rapidez (síncope). Por vezes a estes episódios associam-se movimentos dos membros superiores e inferiores, que geram ansiedade paterna e medo por suspeita errônea de uma suposta convulsão e consequentemente epilepsia. Estes movimentos devem-se à diminuição do sangue que chega ao cérebro e não a crises epiléticas. No entanto, nem todos os episódios de perda da consciência são benignos e deverão, por isso, ser estudados. Algumas destas situações têm como base uma causa cardíaca, que é rara (6%), necessitando de posterior averiguação em meio hospitalar.
O espasmo do choro (ou do soluço), é uma situação muito frequente entre os 6 meses e os 4 anos (sobretudo até aos 18 meses), que pode surgir sob 2 formas clínicas: a forma pálida e a forma cianótica e em que existe sempre um fator desencadeante. Ocorre quando a criança é contrariada ou perante uma frustração, começa a chorar, sustém a respiração, fica “roxa”( forma cianótica ) e pode ter perda de conhecimento. Esta perda de conhecimento pode ser breve, retomando o choro ou ser mais prolongada surgindo mesmo alguns movimentos anormais ou incontinência de esfíncteres. A forma pálida “branca” tem por vezes um diagnóstico mais difícil porque o fator desencadeante é mais subtil. Acontece com algumas crianças quando na sequência de um susto ou um leve traumatismo, começam a chorar, sustêm a respiração e ficam brancas. Qualquer que seja a forma, o tão frequente espasmo do choro (ou do soluço) é uma situação benigna, ou seja, a criança não vai ter complicações, estes episódios vão passar e não existe qualquer tratamento eficaz. A única forma de evitá-los é manter a tranquilidade (o que por si só já reduz a frequencia das crises), evitar os estímulos desencadeantes ou desviando a atenção. Evitar a contrariedade é algo difícil, pois todos nós sabemos que a contrariedade anda de mãos dadas com o desenvolvimento e educação da criança enquanto pessoa. O que poderemos fazer, isso sim, será proporcionar à criança um ambiente o mais sereno possível e falarmos com a educadora ou outras pessoas de referência que estejam com a criança durante o dia, na nossa ausência.
O diagnóstico será tanto melhor quanto melhor for a recolha da história clínica. Todos os pormenores são importantes e podem evitar consequencias como submeter a criança a uma série de exames, sujeitar a criança e a família a um stress desnecessário e uma perda de tempo inútil. Convém ainda salientar que nalgumas situações de diagnóstico mais difícil, será importante aguardar a eventual repetição destas crises e se possível fazer um registro de vídeo. No início, os pais ou quem observa estas crises, pela ansiedade que estas podem causar, também poderão não estar nas melhores condições para descrevê-las ao médico por isso vale a pena manter a calma e aguardar. Existe um conjunto de estratégias que poderemos adotar perante uma situação de espasmo do choro (ou do soluço): virar a criança de cabeça para baixo até ela estar bem (este procedimento não tem qualquer inconveniente para a criança), beliscar os pés, soprar para a cara dela e até mesmo para dentro da boca da criança, umedecer a sua face e inserir o nosso dedo dentro da boca da criança, mexendo na sua língua.
Fonte: http://acegonhacorderosa.blogspot.com/2009/01/o-espasmo-do-choro-ou-do-soluco.html

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